segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010


Esse é o trecho do livro Eclipse em q Edward e bela fezem as pazes assim q ele volta de viagem(de uma caçada):

´´Eu fui dormir cedo naquela noite, me dobrando no sofá de novo.
Ainda estava escuro quando eu acordei. Eu estava grogue, mas eu sabia que
ainda não estava perto de ser manhã. Os meus olhos se fecharam e eu me estiquei,
rolando. Eu levei um segundo pra perceber que o movimento devia ter me derrubado
no chão. E eu estava muito mais confortável.
Eu rolei de volta, tentando enxergar.
Estava mais escuro que na noite passada - as nuvens estavam grossas demais
para a lua brilhar através delas.
"Desculpe" ele murmurou tão suavemente que as palavras dele pareciam parte
da escuridão. "Eu não queria te acordar".
Eu fiquei tensa, esperando pela fúria - tanto a dele quanto a minha - mas só
estava calmo e quieto na escuridão do quarto dele. Eu quase podia sentir a doçura da
reunião no ar, uma fragrância separada do perfume da respiração dele; o vazio de
quando estávamos separados deixou um gosto amargo. Uma coisa que eu não
percebia conscientemente até que ele era removido.
Não havia fricção no espaço entre nós. A imobilidade era apaziguadora - não
como a calma depois da tempestade, mas como uma noite clara que não foi nem
tocada com o sonho de uma tempestade.
E eu não me importei se eu devia estar com raiva dele. Eu não me importava se
eu devia estar com raiva de todo mundo. Eu me inclinei pra ele, encontrei a sua mão
na escuridão, e me puxei pra mais perto dele. Os braços dele me circundaram, me
segurando contra o peito dele. Os meus lábios procuraram, caçando na garganta dele,
no seu queixo, até que eu finalmente encontrei os lábios dele.
Edward me beijou suavemente por um momento, e então ele gargalhou.
"Eu estava todo preocupado por causa da briga que ia envergonhar os ursos
pardos, e é isso que eu ganho? Eu devia te deixar furiosa mais vezes".
"Me dê um minuto pra ajeitar isso", eu caçoei, beijando ele de novo.
"Eu espero o quanto você quiser", ele sussurrou nos meus lábios. Os dedos dele
se entrelaçaram nos meus cabelos.
A minha respiração estava ficando desigual. "Talvez de manhã".
"O que você preferir".
"Bem vindo ao lar" eu disse enquanto os lábios frios dele se pressionaram na
minha mandíbula. "Eu estou feliz por você ter voltado".
"Isso é uma coisa muito boa".
"Mmm", eu concordei, apertando mais os meus dedos no pescoço dele.
A mão dele se curvou no meu cotovelo, descendo lentamente pelo meu braço,
através das minhas costelas e pela minha cintura, traçando o meu quadril e descendo
pela minha perna, ao redor do meu joelho. Ele parou aí, a mão dele circulando o meu
tornozelo. Ele puxou a minha perna pra cima de repente, passando ela pelo quadril
dele.
Eu parei de respirar. Esse não era o tipo de coisa que ele permitia. Apesar das mãos
frias dele, eu me senti quente de repente. Os lábios dele se moveram na base daminha garganta.
"Não é pra trazer a ira prematuramente", ele sussurrou. "Mas será que você
pode me dizer o que há nessa cama a que você se opõe?"
Antes que eu pudesse responder, antes que eu sequer pudesse me concentrar o
suficiente pra entender o significado das palavras dele, ele rolou para o lado, me
colocando em cima dele. Ele segurou o meu rosto com as mãos, angulando ele para
que a sua boca pudesse alcançar a minha garganta. A minha respiração estava muito
alta - era quase embaraçoso, mas eu não conseguia me importar o suficiente pra ficar
envergonhada.
"A cama?" ele perguntou de novo. "Eu acho ela legal".
"É desnecessária", eu consegui botar pra fora.
Ele puxou o meu rosto de volta pra o dele, e os meus lábios se encaixaram nos
dele. Lentamente dessa vez, ele rolou até estar em cima de mim. Ele se segurou
cuidadosamente pra que eu não sentisse nada do peso dele, mas eu podia sentir a
frieza de mármore do seu corpo pressionado no meu. O meu coração estava batendo
tão alto que foi difícil ouvir o riso baixo dele.
"Isso é debatível", ele discordou. "Isso ia ser difícil no sofá".
Fria como gelo, a língua dele traçou os contornos dos meus lábios.
A minha cabeça estava girando - o ar estava vindo rápido demais e muito
superficialmente.
"Você mudou de idéia?" eu perguntei sem fôlego. Talvez ele tivesse repensado
as suas regras cuidadosas. Talvez houvesse mais significância nessa cama do que eu
havia pensado originalmente. O meu coração bateu quase dolorosamente enquanto eu
esperava pela resposta dele.
Edward suspirou, rolando de novo até que estávamos de novo dos nossos
lados.
"Não seja ridícula, Bella", ele disse, a desaprovação estava forte na voz dele -
claramente ele entendeu do que eu estava falando. "Eu só estava tentando ilustrar os
benefícios de uma cama da qual você não parece gostar. Não se deixe levar".
"Tarde demais", eu murmurei. "E eu gosto da cama", eu acrescentei.
"Bom", eu podia ouvir o sorriso na voz dele enquanto ele beijava a minha testa.
"Eu também gosto".
"Mas eu ainda acho que é desnecessário", eu continuei. "Se nós não vamos nos
deixar levar, qual é o ponto?"
Ele suspirou de novo. "Pela centésima vez, Bella - é perigoso demais".
"Eu gosto de perigo", eu insistí.
"Eu sei", havia um tom amargo na voz dele, e eu me dei conta de que ele devia
ter visto a moto na garagem.
"Eu vou te dizer o que é perigoso", eu disse rapidamente, antes que ele
pudesse passar para um novo tópico da discussão. "Eu vou entrar em combustão
espontânea um dia desses - e você não vai poder culpar ninguém além de sí mesmo".
Ele começou a me afastar.
"O que você está fazendo?", eu reclamei, me apertando a ele.
"Te protegendo da combustão. Se isso for demais pra você..."
"Eu posso agüentar", eu insisti.
Ele deixou que eu me recolocasse no círculo dos braços dele.
"Eu lamento por ter te dado a impressão errada", ele disse. "Eu não queria te
deixar infeliz. Aquilo não foi legal".
"Na verdade, foi muito, muito legal".
Ele respirou fundo. "Você não está cansada? Eu devia te deixar dormir".
"Não, eu não estou. Eu não me importo se você me der a impressão errada de
novo".
"Essa provavelmente é uma má idéia. Você não á a única que se deixa levar"."Sou sim", eu murmurei.
Ele gargalhou. "Você não tem idéia, Bella. E também não ajuda muito que você
esteja tão determinada a quebrar o meu auto-controle".
"Eu não vou me desculpar por isso".
"Posso eu pedir desculpa?"
"Pelo quê?"
"Você estava com raiva de mim, lembra?"
"Oh, isso".
"Eu lamento. Eu estava errado. É muito mais fácil pensar nas perspectivas com
clareza quando você está segura aqui" Os braços dele se apertaram ao meu redor. "Eu
fico um pouco frenético quando eu tento te deixar. Eu não acho que vou tão longe de
novo. Não vale a pena".
Eu sorri. "Você não achou nenhum leão da montanha?"
"Sim, na verdade eu achei. Mas ainda não vale a ansiedade. Eu sinto muito por
ter feito Alice te fazer de refém. Isso foi uma má idéia".
"Sim", eu concordei.
"Eu não vou fazer de novo".
"Tá certo", eu disse facilmente. Ele já estava perdoado. "Mas festas do pijama
têm suas vantagens..." Eu cheguei mais perto, pressionando os meus lábios na
clavícula dele. "Você pode me fazer de refém sempre que quiser".
"Mmm", ele suspirou. "Eu posso me aproveitar disso".
"Então é minha vez agora?"
"Sua vez?" a voz dele estava confusa.
"De pedir desculpas".
"Pelo que você vai pedir desculpas?"
"Você não está com raiva de mim?" eu perguntei sem entender.
"Não".
Ele soou como se estivesse falando sério.
Eu senti as minhas sobrancelhas se juntando. "Você não viu Alice quando
chegou em casa?"
"Sim – Por que?"
"Você vai pegar o Porsche dela de volta?"
"É claro que não. Foi um presente".
Eu desejei poder ver a expressão dele.
"Você não quer saber o que eu fiz?" eu perguntei, começando a ficar confusa
com a aparente falta de preocupação dele.
Eu senti ele erguer os ombros. "Eu sempre estou interessado no que você faz -
mas você não tem que me contar a menos que você queira".
"Mas eu estive em La Push".
"Eu sei".
"E eu faltei à escola"
"Eu também".
Eu encarei na direção da voz dele, traçando o rosto dele com os meus dedos,
tentando entender o humor dele. "De onde foi que veio toda essa tolerância?", eu quis
saber.
Ele suspirou.
"Eu decidí que você estava certa. O meu problema antes era mais com... o meu
preconceito com os lobisomens do que por outra coisa. Eu vou tentar ser mais razoável
e confiar no seu julgamento. Se você diz que é seguro, então eu acredito em você".
"Uau".
"E... o mais importante... eu não estou a fim de deixar isso construir uma ponte
entre nós".Eu descansei a minha cabeça no peito dele e fechei os meus olhos, totalmente
contente.
"Então" ele murmurou em um tom casual. "Você fez planos pra ir à La Push em
breve?"
Eu não respondi. A pergunta dele trouxe as palavras de Jacob de volta à minha
mente, e de repente a minha garganta estava apertada.
Ele entendeu mal a minha falta de palavras e a rigidez no meu corpo.
"Só pra que eu possa fazer os meus próprio planos", ele explicou rápido. "Eu
não quero que você sinta que precisa se apressar só porque eu estou sentado por aqui
te esperando".
"Não" eu disse numa voz que pareceu estranha pra mim. "Eu não tenho planos
pra voltar".
"Oh. Você não tem que fazer isso por mim".
"Eu não acho que sou mais bem vinda", eu sussurrei.
"Você atropelou o gato de alguém?" ele perguntou levemente. Eu sabia que ele
não queria me forçar a contar a história, mas eu podia ouvir a curiosidade queimando
por baixo das palavras dele.
"Não", eu respirei fundo, e depois murmurei rapidamente a minha explicação.
"Eu pensei que Jacob tivesse se dado conta... Eu não pensei que isso fosse
surpreendê-lo".
Edward esperou enquanto eu hesitei.
"Ele não estava esperando... que fosse ser tão cedo".
"Ah", Edward disse baixinho.
"Ele disse que preferiria me ver morta" A minha voz quebrou na última palavra.
Edward ficou parado demais por um momento, controlando qualquer que fosse
a reação que ele não queria me deixar ver.
Então ele me apertou gentilmente no peito dele. "Eu lamento muito".
"Eu pensei que você ficaria feliz", eu murmurei.
"Feliz por uma coisa que machucou você?" ele murmurou no meu cabelo. "Eu
acho que não, Bella".
Eu suspirei e relaxei, me encaixando no formato de pedra dele. Mas ele estava
imóvel de novo, tenso.
"Qual é o problema?" eu perguntei.
"Não é nada".
"Você pode me dizer".
Ele pausou por um momento. "Isso pode te deixar com raiva".
"Eu ainda quero saber".
Ele suspirou. "Eu literalmente bem que podia matar ele por dizer isso pra você.
Eu quero matar ele".
Eu ri sem muita vontade. "Eu acho que é uma coisa boa que você tenha tanto
auto-controle"
"Eu podia escorregar" O tom dele estava pensativo.
"Se você vai ter um lapso de controle, eu posso pensar em um lugar melhor pra
isso". Eu alcancei o rosto dele, tentando me levar pra cima pra dar um beijo nele. Os
braços dele me seguraram com mais força, me restringindo.
Ele suspirou. "Será que eu preciso ser sempre o responsável?"
Eu sorri para a escuridão. "Não. Me deixa ficar no controle da responsabilidade
por alguns minutos... ou horas"
"Boa noite, Bella."
"Espere - Havia algo mais sobre o que eu queria te perguntar".
"O que é?"
"Eu estava falando com Rosalie na noite passada..."
O corpo dele ficou tenso de novo. "Sim. Ela estava pensando nisso quando eu
entrei. Ela te deu muitas coisas pra levar em consideração, não foi?"
A voz dele estava ansiosa, e eu me dei conta de que ele pensou que eu queria
falar nas razões que Rosalie havia me dado pra continuar humana. Mas eu estava
interessada em outra coisa muito mais grave.
"Ela me contou um pouco... sobre a época que a sua família viveu em Denali".
Houve uma curta pausa; esse começo havia pego ele de surpresa. "Sim?"
"Ela mencionou algumas coisas sobre um monte de fêmeas vampiras... e você".
Ele não respondeu, apesar de eu ter esperado por um longo tempo.
"Não se preocupe" eu disse, depois que o silêncio ficou desconfortável. "Ela me
disse que você não... demonstrou nenhum preferência. Mas eu só estava me
perguntando, sabe, se alguma delas demonstrou. Demonstrou preferência por você, eu
quero dizer".
De novo ele não disse nada.
"Qual delas?" eu perguntei, tentando manter a minha voz casual, e sem
conseguir. "Ou havia mais de uma?"
Nenhuma resposta. Eu desejei poder ver o rosto dele, pra que assim eu
pudesse tentar adivinhar o que o silêncio significava.
"Alice vai me dizer", eu disse. "Eu vou perguntar a ela agora".
Os braços dele se apertaram; eu fui incapaz de me mover um centímetro.
"Está tarde", ele disse. A voz dele estava com um tom que era algo novo. Meio
nervosa, talvez um pouco envergonhada. "Além do mais, eu acho que Alice saiu..."
"É ruim" eu adivinhei. "É realmente ruim, não é?" eu comecei a entrar em
pânico, o meu coração acelerando enquanto eu imaginava a linda rival imortal que eu
nunca imaginei que tivesse.
"Se acalme, Bella", ele disse, beijando a ponta do meu nariz. "Você está sendo
absurda".
"Estou? Então porque você não me diz?"
"Porque não ha nada pra dizer. Você está colocando isso fora de proporção".
"Qual delas"? eu insisti.
Ele suspirou. "Tânia expressou um pouco de interesse. Eu a deixei saber, de
uma maneira muito cortês, cavalheiresca, que eu não retornava o interesse. Fim da
história".
Eu mantive a minha voz o mais uniforme possível. "Me diga uma coisa - como
Tânia se parece?"
"Exatamente como o resto de nós - pele branca, olhos dourados", ele
respondeu rapidamente demais.
"E, é claro, extraordinariamente linda".
Eu senti ele erguer os ombros.
"Eu acho, para os olhos humanos", ele disse, indiferente. "No entanto, quer
saber?"
"O que?" a minha voz estava petulante.
Ele colocou os lábios no meu ouvido direito; a respiração gelada dele fez
cócegas. "Eu prefiro as morenas".
"Ela é loira. Não é de estranhar".
"Loira morango - absolutamente não faz o meu tipo".
Eu pensei nisso por um momento, tentando me concentrar enquanto os lábios
dele se moviam lentamente pela minha bochecha. Ele fez o circuito três vezes antes
que eu falasse.
"Eu acho que está tudo bem, então", eu decidi.
"Hmm", ele sussurrou na minha pele. "Você é adorável quando está com
ciúmes. É surpreendentemente agradável".
Eu fiz uma careta no escuro.
"Está tarde", ele disse de novo, murmurando, quase sofejando agora, a vozdele era mais macia que seda. "Durma, minha Bella. Tenha sonhos felizes. Você é a
única que já tocou meu coração. Ele será sempre seu. Durma, meu único amor".
Ele começou a cantar a minha canção de ninar, e eu sabia que seria apenas
uma questão de tempo até que eu sucumbisse, então eu fechei os meus olhos e me
aconcheguei mais no peito dele.´´

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